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Cuide bem do seu… queijo minas!

Queijo Minas - início da cura

Queijo minas no início da cura

Na semana passada, ganhei um queijo minas padrão da minha madrinha. O modo artesanal de fazer esse queijo é Patrimônio Cultural Imaterial Nacional, protegido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), como comentei no post anterior (Uma mesa mais brasileira).

O que pouca gente sabe (eu mesmo descobri tem alguns meses) é que pra tornar esse queijo ainda melhor é preciso curá-lo. Com o tempo seu sabor vai ficando mais rico e sua consistência mais macia.

Queijo Minas Padrão - 1 semana

Queijo minas depois de uma semana de cura

Mas é preciso uma paciência shaolin pra resistir durante pelo menos 15 dias para o seu queijo ficar no ponto.

Cuidados para curar o queijo minas:

  1. Tire-o da embalagem e lave-o em água corrente.
  2. Seque-o bem com papel toalha.
  3. Coloque o queijo sobre um prato e cubra-o com uma peneira fina ou um escorredor de arroz (para evitar que algum inseto enxerido pouse no seu queijo)
  4. Deixe-o descansar em um local arejado, fresco e à sombra (fresco não é gelado! não caia na tentação de guardá-lo na geladeira, se não seu queijo vai mofar)
  5. Todos os dias, seque o queijo com papel toalha (para retirar a umidade e a oleosidade) e vire-o, deixando a parte que estava em contato com o prato para cima. Assim, ele vai secar por igual.

Depois de 15 dias (se você resistir pode continuar o processo por mais tempo, de 20 a 30 dias é o ideal), seu queijo vai estar pronto! Para comer com doce de leite, doce de abóbora… ou fazer um delicioso pão de queijo!

Semana que vem, quando terminar a cura (ou minha paciência!) publico uma foto dele cortado.

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Publicado por em 06/12/2011 em Habilidades

 

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Uma mesa mais brasileira

Este fim de semana minha madrinha veio pra São Paulo e me trouxe um queijo minas padrão e uma geleia de jabuticaba. É claro que adorei o presente! Então, comentamos que é cada vez mais difícil encontrar essa fruta tão saborosa e brasileira. Isso acontece também com o queijo minas e com muitos outros produtos nacionais. Daí veio a ideia de escrever sobre isso.

Vamos valorizar mais o que é nosso: o queijo, a goiaba, o pequi, o acarajé, a jabuticaba, a cachaça…

Pouca gente sabe que o modo artesanal de fazer queijo minas e o ofício das baianas do acarajé são Patrimônio Cultural Imaterial Nacional. Ou seja, são técnicas genuínas brasileiras que são traços marcantes de nossa cultura. Em outras palavras, queijo minas e acarajé são bons e são nossos! (Os outros bens culturais registrados estão neste link: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaSecao.do?id=12456&retorno=paginaIphan.)

O mesmo vale para a nossa cachaça, aguardente de cana-de-açúcar típica e exclusiva do Brasil. Quer dizer, nenhum outro país pode chamar alguma bebida de cachaça. Ela é uma denominação de origem, assegurada pela nossa legislação (Instrução Normativa 13/2005), assim como o champanhe, o conhaque e muitos dos melhores vinhos europeus o são para os franceses. Aliás, muitos dos vinhos da região de Bento Gonçalves têm ganhado prêmios internacionais, sendo equiparados aos melhores rótulos europeus.

Veja, nada contra os vinhos europeus ou os queijos suíços… Eles são deliciosos, nos apresentam novos sabores, enriquecem nossa gastronomia e. Mas não vamos por conta deles, deixar de lado pratos e ingredientes tão gostosos e tão íntimos de nosso paladar desde a infância.

Convido quem mais se lembrar de pratos e ingredientes típicos brasileiros, especialmente aqueles que estão na nossa memória de infância, a comentar aqui!

 
1 comentário

Publicado por em 29/11/2011 em Opinião

 

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