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Pitadas de sabores e alimentos do Brasil – Indígenas

30 out
Pato no tucupi

Pato no tucupi, prato típico amazônico

Como contei na semana passada, o Sesc está promovendo um ciclo de encontros, inspirado no livro A história da alimentação no Brasil, de Câmara Cascudo.

O encontro desta semana foi sobre a influência indígena (“Caciques do Brasil”), e foi conduzido pelo Prof. Ricardo Maranhão (que foi meu professor de História da Gastronomia, na Anhembi) e pelo Chef Ofir Oliveira (especialista em cozinha amazônica).

Assim como a cozinha baiana é marcada pela cultura africana, a amazônica apresenta fortes traços indígenas.

O principal ingrediente é a mandioca (fonte de carboidratos). Ainda que haja muitas diferenças entre a alimentação dos indígenas de norte a sul do Brasil, a mandioca é elemento comum e importante. Com ela são feitos vários tipos de farinha, beiju, cauim (bebida fermentada), além do tucupi (caldo da raiz da mandioca brava, com sabor marcante) e da maniçoba (prato feito com as folhas da mandioca brava).

Outra característica é a maneira de comer: os indígenas costumam pôr os alimentos separados no prato, colocando na boca um deles por vez, de forma alternada (um punhado de farinha, ou uma porção de peixe, ou um pedaço de pimenta etc.), diferentemente do nosso hábito.

Como dica, o Chef Ofir ensinou a tirar o sabor de terra característico de alguns peixes de rio: é só lavar o peixe com o suco e tiras da casca do limão (só a parte verde), antes de preparar.

Para quem quiser experimentar, em São Paulo, pratos típicos da Amazônia, indico dois restaurantes: Brasil a Gosto (www.brasilagosto.com.br), da chef Ana Luiza Trajano, e o recém-inaugurado Amazônia (restauranteamazonia.wordpress.com).

 
1 comentário

Publicado por em 30/10/2011 em Eventos

 

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Uma resposta para “Pitadas de sabores e alimentos do Brasil – Indígenas

  1. Pedro Paulo de Azevedo

    11/11/2011 at 9:37

    Realmente a cozinhas baianas e amazônicas são respectivamente marcadas pelas culturas africanas e indígenas. A diferença marcante é que enquanto a influência indígena marca a cozinha amazônica como uma alimentação do seu dia a dia , a influência africana quase que se restrite alimentação religiosa, para melhor dizer, comida de santo. Realmente, a influência africana é muito pequena na alimentação do dia a dia do baiano se comparado a sua força no campo de cunho religioso, onde ela é dominante.

     

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